domingo, 5 de abril de 2009

DE REPENTE





Corpo que em noite quente
Desnudo vem descansar,
Ao lado de um outro corpo
Que o está a esperar.
Logo o desejo se apresenta,
Na curiosidade de um explorador
Que quer através de seus carinhos
Despertar no outro corpo o amor.

Incansáveis aceleram os gestos
E entre gemidos de puro prazer
Fazem vir a toda num longo beijo
Tudo que suas almas queriam esconder.
Ritmo marcado em música surda
Onde o balanço vem lembrar o mar
Que em ondas de suor salgado
Lava os corpos, deixando seu cheiro no ar.
E assim as horas vão passando,
Substituindo o sono por luxúria e prazer,
Onde os dois corpos se fundem
Querendo apenas a paixão viver.
Paixão essa que veio tão inesperadamente de longe conhecer
Parece não querer ir embora..., mas espera o amanhecer... Entre um beijo e outro vem a vontade de adormecer, não resistindo ao seu olhar que me arrepia e me faz estremecer, de mais nada quero saber, quero só por hoje retribuir sua insanidade de vir de tão longe por me querer. E apenas hoje quero esse sexo TER.
Autora: Maisha Maha

MIL PERSONAGENS





Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo...

Já segurei nas mãos de alguém por medo, Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos...

Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso...

Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos...

Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem...

Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram...

Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir...

Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi...

Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto...

Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir...
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
já deixei de acreditar nas que realmente ME valiam...

Já tive crises de riso quando não podia...

Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva...

Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse...

Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar...

Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros...

Já fingi ser o que não era para agradar uns,
já fingi ser o que não era para desagradar outros...

Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz...

Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava...

Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade...

Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me agacho, fico ali"...

Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais...

Já liguei para quem não queria, apenas para ligar para quem realmente queria...

Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, a pessoa que eu tanto amava...

Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo...
Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda...

Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram...
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim...

Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre...
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!...
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!...
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão...
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes... Gosto que respeitem meu jeito, porque é assim que sou, sou de fases, será que você não é como eu? Ou Será que você não assume como és, assumindo a postura do que você gostaria de ser, quando na verdade não é a sua essência se manifestando através de sua boca mentirosa, e sim o seu personagem, aquele que você usa para que os outros acreditem que você é do jeito que aparenta, quando na verdade você é apenas o reflexo do que gostaria que as pessoas acreditassem que fosse. Quando digo de mim, e do que sou, não exijo que sejas como eu, apenas exijo que respeite o meu modo e jeito de ser.
Ei...você! Não reparou que eu sou um ser humano?

Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. Mas continuo sendo um ser humano maravilhoso!

Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Autora: Maisha Maha

domingo, 29 de março de 2009

O que é o verdadeiro amor? Você se ama?



Parece que todos são donos de suas vidas. Na verdade, são poucos os que são verdadeiramente donos de suas próprias vidas, sendo essa a causa de muitas tristezas, depressões, insatisfações, ansiedades e angústias. Sentimos que nossa vida está em mãos alheias e que não a dirigimos como seu verdadeiro dono deveria agir.



VOCÊ QUER SABER SE É, VERDADEIRAMENTE, DONA DA SUA VIDA?

Responda com sinceridade:

Sabe qual é a meta e o objetivo principal da sua vida?
Você se conhece, sabe quem você é, o que é e como é?
Qual é, agora, o seu desejo mais profundo?
Quais são os 5 ou 6 valores mais importantes para você?
Possui um sentido claro de direcionamento na sua vida?
Conhece bem seus hábitos?
Como se sente na condução de sua vida: Como a amazona ou como o cavalo?
Conhece a si mesma e se respeita?
Você se ama de verdade?
Você sente a necessidade de controlar os outros?
Acredita que os seus fracassos e tristezas são responsabilidade própria ou dos demais?
Espera que os outros façam as coisas por você?
Necessita do conselho ou estímulo dos outros para agir?
Ser dona da sua vida é tão importante e gratificante que bem que merece um esforço.

- se espera que os outros decidam por você,

- se culpa os outros pelos seus erros e tristezas,

- se não tem um objetivo claro na vida,

- se não tem claro quais são seus valores, ou se possui uma hierarquia de valores que - é superficial e inconstante,

- se não conhece seus próprios hábitos e sua força construtiva e destrutiva,

- se não se conhece, não se ama e não se respeita

Necessita urgentemente reassumir sua vida!!!!

Quanto mais nos tornamos donos de nossas vidas, menor será a necessidade de nos impormos, dirigir ou controlar a dos outros.
Quando nos sentimos fortes e seguros, desejamos que os outros se sintam de igual forma. Isso faz com que não haja necessidade de "palpitar" sobre a vida alheia, o que torna nosso trato mais suave e compreensivo.

Muitos acreditam que:

Assumindo o papel do pobre, submisso, fraco, serão mais aceitos e amados pelos outros;
Fazendo o que fazem os demais, estarão isentos de culpa e responsabilidade sobre suas ações, porque todos agem e pensam da mesma forma;
Sentindo e pensando como os demais seremos mais aceitos;
Opondo-se sistematicamente a tudo e a todos, acreditam que estarão aparentando ou possuindo uma personalidade mais forte. Ignoram que, assim, estão demonstrando o contrário;
Sendo donos de suas vidas e gozando de verdadeira liberdade interior, se sentirão sozinhos e ninguém os ajudará. Esquecem que quanto mais nos apropriamos das nossas vidas, mais somos capazes de dar e receber;
Fazendo as coisas por si mesmo e errando, é claro que a culpa será inteiramente sua. E com razão. Porém, se acertar, terás absoluta certeza que você é capaz de construir coisas incríveis, e sua auto estima estará cada vez mais fortificada.

É mais cômodo viver passivamente, preferindo que outros tomem as iniciativas. Passam, assim, a ser a sombra dos demais;
Não fazendo o que os outros aconselham, atrairão sua raiva ou rejeição e deixarão de contar com o seu apoio. Esquecem que, mesmo se isso fosse verdade, começariam a contar com o melhor dos apoios: o apoio próprio;
Estão fazendo um grande favor e demonstrando grande estima pelo outro quando afirmam: "sem você minha vida não é nada", "sem o seu amor não sou nada". Se isso for certo, o outro é o único que tem valor e eles estão a lhe oferecer o que são: Nada.
Seja dona da sua vida, comece a:

- Pensar por si mesma
- Sentir por si mesma
- Decidir por si mesma
- E a assumir as conseqüências de todos seus atos
- É a única maneira pela qual sua vida será realmente sua

TENHAM EM MENTE QUE:

Aquele que coloca condições para amar: nunca amará de verdade!!!!!
Aquele que se cansa de amar quando não é correspondido: não amou de verdade!
Aquele que ama enquanto o amam: não é um amante e sim um oportunista!!!!

Vejam que isso é um fato, mais que estudado em todos os casos referentes a problemas emocionais. Aprendi uma coisa com meu pai, que talvez o mesmo nem saiba a importância que teve para mim. Um dia entre um assunto e outro, falávamos sobre relacionamentos, ele me disse: “Filha, com o sentimento não se brinca!”. Nunca mais essa frase saiu de minha mente. Esse comentário não tinha sido referente a alguma coisa de minha vida e sim sobre a própria vida dele. Depois de fazer Pós em Intervenção Psicológica na Ótica da Psicanálise, me identifiquei muito com a visão “Holística” de Carl Jung, não deixando de lado Freud nem Alfred Aldler, pois as visões dos mesmos foram bastante proveitosas em particular. Vejo que as mulheres gritam por paz, por amor etc, sempre colocando a culpa nos cônjuges ou familiares, pobres coitadas que realmente acreditam que esses pseudo culpados de sua vida decadente são as pessoas que as cercam. Vejam que se entregam irresponsavelmente para as outras pessoas, realmente se eles são os culpados de sua infelicidade emocional, então você é uma escrava desses seus senhores. Ninguém vive só. Mas não digo necessariamente de um companheiro, mas longe de si mesmas, todas nós já estivemos a mercê de uma paixão destrutiva, e repetir sempre os mesmos enganos, é um aviso de que devemos refazer nossos conceitos, abrir o sepulcro das nossas fraquezas e nos enxergarmos de verdade que esse amor não necessariamente tenha que ser o amor destrutivo! Se você ama e está sofrendo, certamente está se permitindo amar a pessoa errada ou está amando de forma errada.
Amar condicionalmente alguém, não é amor e nunca será. Essas questões não sou eu quem tem que responder, você tem que responder a si mesmo. Seja lá o que a vida tenha feito com você, quais são suas necessidades agora? Se você está pensando muito em querer amar de forma correta a pessoa perfeita, já começou errado, pois não pode exigir dos outros, o que não és! Mas se o seu maior problema ou maior concentração hoje, é “ELE”, então você pode começar a rever seus conceitos. Se passa mais horas na frente da TV, ou na tela do computador esperando ou pensando nele, no que ele esta fazendo, gasta toda a sua energia cada vez mais nessa pessoa, e menos em si mesma e em seu próprio crescimento interior, pensas que tens um relacionamento, quando na verdade não esta namorando, estás obstinada em uma relação destrutiva.

Dicas para uma melhor relação com você mesma

1º - FAZER PRIMEIRO AS COISAS PRIMEIRAS

Isso significa que a minha recuperação deve ser a minha primeira prioridade! Ou seja, a minha recuperação deve vir em primeiro lugar, pois, tudo o mais em minha vida vai depender de quão sóbria, serena e equilibrada eu estiver!

2º - DEVAGAR SE VAI AO LONGE

3º - VIVA E DEIXE VIVER

4º - VIVER SOB A FÉ DAQUILO QUE TE FAZ BEM

Afastadas da graça de Deus, tornamo-nos presas fáceis de sermos controladas por pessoas. Para quem não acredita em Deus, acredite e tenha certeza na força do pensamento positivo. Mas faça disso um hábito em sua vida. Entregar-se a essa força!

5º - ESQUEÇA OS PREJUÍZOS

Esqueça os prejuízos e viva o hoje sem o peso do passado. Ou do prejuízo que possas ter, caso tenha que tomar uma atitude..., nada é mais valioso do que você mesma!

6º - RECOMENDAR-SE A DEUS (ou naquilo em que acredita) INCONDICIONALMENTE

7º - SÓ POR HOJE!

A sugestão contida nesse blog é a de que façamos propostas por apenas um dia, na tentativa de viver o dia de hoje, concentrando-nos no que estamos fazendo nesse momento.

- Só por hoje vou procurar viver apenas esse dia.

- Só por hoje vou evitar o contato com as pessoas que me maltratam.

- Só por hoje não preciso ter pressa.

- Só por hoje não tentarei corrigir ninguém, a não ser a mim mesma.

- Só por hoje tentarei resolver apenas o que me é possível.

- Só por hoje eu sou minha maior prioridade

- Só por hoje vou fazer o que me faz muito Feliz

- Só por hoje, não vou rejeitar um assunto porque o desconheço, ou ignorá-lo, mas só por hoje.


Paz, luz e serenidade para todas!

Autora: Danielle Georg

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A morte é vida!



A morte é vida!

A morte não é nenhuma senhora.Também não é nenhuma entidade que nos queira mal. É apenas, um outro estado do ser humano.Só que diferente e jamais, creio, testemunhado, apenas intuído.

Ora imagine-se uma casa alimentada por duas garrafas de gás que são controladas por sua vez por um dispositivo mecânico ou eletrônico. Quando uma das garrafas fica vazia aquele dispositivo imediato, automática e simultaneamente muda o débito do gás para a outra que está cheia, mantendo a casa sempre operacional.

Analogicamente tomemos a casa como o ser humano, sendo as garrafas respectivamente, a sua morte e a sua vida.Quando aquele dispositivo é acionado, sobrevém o estado de morte ou o estado de vida, que se revezam constantemente segundo a teoria kármica.

A morte não é sem a vida e esta não é sem aquela. Qual é o drama? Não é certamente o clique da mudança ( de garrafa), que de tão rápido, mal é, logo não é, pois que começa a ser passado. E começa, isso sim, a contar cronologicamente o estado de morte para que se passou,” evoluindo ou regredindo”.

Então temos que a casa, o ser humano, por inerência própria da sua condição,apresenta-se como estando morto ou vivo. O estado de morto não se pode dissociar do estado de vivo. Este não é sem aquele.E o contrário é verdadeiro.

Então como falar em morte sem falar em vida? É um completo absurdo. Ao falar-se de um estado, fala-se do outro, É-se infantil quando se pretende escamotear. Trata-se da mesma realidade.

O drama é que ao imaginarmos a nossa passagem para o outro lado, e porque virgens da morte, não conseguimos ver para além do nosso corpo em decomposição. O que, diga-se,é assustador. Entramos no reino das trevas, dos diabos, belzebus, lucíferes,chifrudos, cornudos e afins onde os nossos medos encontram terreno fértil para se expandirem e nos obrigaram a cenas tão tristes que metemos dó.

Chegados aqui levanta-se um problema que se encontra no cerne de todas estas questões.

Um problema de monta. O sentido da humana existência

Ora bom! Somos seres vivos com muitos defeitos e poucas qualidades.Mas somos humanos. O que quer dizer, que, para além de termos nascido - por via daquele dispositivo -,estarmos a viver,comer, gozar e sofrer também concebemos, raciocinamos,realizamos, numa palavra, pensamos. E se pensamos,interrogamo-nos?
Mas porquê que é que eu nasci? Para que é que me foi dado nascer? Para sofrer? Mais valia não ter nascido..! Diz muito boa gente. É aqui que a nossa dignidade, com o orgulho próprio de homem racional, começa a exigir um sentido para a sua vida. E o sentido da nossa existência emerge como o maior problema do homem moderno.

Com efeito, porque é que nascemos. E para quê?

E os filósofos mais esclarecidos dão tratos de polé ao cérebro, rivalizando com os teólogos ao serviço das várias “fés” em presença no teatro das operações.

Desde a suprema ventura, parece que apenas reservada aos santos, de poderem esperar serem autorizados a sentarem-se à direita de um deus pai, até à partilha do mesmo sentido de existência, com os restantes animais, em metamorfoses contínuas, há de tudo, numa miríade de propostas que só pode ilustrar a capacidade de pensar do homem!

É minha opinião,formada depois de muitas leituras, muitas delas diagonais, que aqui, neste particular,há uma proposta, que me parece deter uma maior densidade lógica e que portanto, à falta de melhor argumentação , reputo como a melhor!

Ei-la!

O homem não é um ser acabado, nem física nem mentalmente Apresenta, no entanto, fortíssimo potencial, para ser, ele nem sonha o quê.Mantém-se como possibilidade latente para ser mais e mais.
Este mais e mais encontra expressão máxima em DEUS, que é ACTO PURO, é o SER, a PERFEIÇÂO. O homem não passa de potência para o ACTO de.. SER( DEUS). Encontra-se em trânsito permanente, em caminhada sem fim à vista (não é possível ver DEUS). O que faz dele eterno caminhante.

É portanto o homem, apenas possibilidade, mas uma POSSIBILIDADE que lhe dá a supremacia sobre todo o mundo animal.
Encontra-se o homem em ascensão para o SER SUPREMO. Mas esta ascensão tem os seus obstáculos.E é aqui que, com uma lógica inatacável, entra o problema da MORAL.

Com efeito, o homem só ascende, só consegue subir degraus rumo ao SER, à PERFEIÇÂO se for capaz de sofrer a limar as arestas que o prendem com os grilhões de toda a maldade de que é capaz enquanto vivente e portador de sentidos.

Daí que, e em jeito de conclusão, eu diga que é perfeitamente estúpido, fazer mal seja a quem for, a pessoas, e a outros seres vivos. Porque aquele que o faz, que prejudica outro, está, inevitavelmente, a atrasar a sua própria ascensão ao SER, e, o que é pior, arrastando consigo o resto da humanidade na sua caminhada para a PERFEIÇÃO.

Portanto, caros amigos, não façam mal a nenhum ser vivo. Não prejudiquem ninguém, e então podem ter a certeza que quando vos der o clique, estarão muito mais próximos de uma vida melhor!

E não tenham medo de morrer, porque:

A MORTE É CERTA PARA OS QUE NASCEM E CERTO É O NASCIMENTO PARA OS QUE MORREM-
Boa Viagem.

Inteligência que criou o universo



Deus
Devemos entender Deus como uma inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, todas as leis fisicas, quimicas, biologicas que ainda tentamos entender.

Não existe no universo efeito sem causa. O universo existe, portanto ele tem uma causa. Duvidar da existência de uma INTELIGENCIA CRIADORA seria negar que todo efeito tem uma causa e admitir que o nada pôde fazer alguma coisa.

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse o produto de um ensinamento, não seria universal. Somente existiria naqueles que tivessem recebido esse ensinamento, como acontece com os conhecimentos científicos. Em todos os povos, em todos os tempos sempre existiu a percepção da existencia de uma inteligencia superior controlando as leis da natureza a qual pertencemos.

Atribuir a formação primária das coisas às propriedades íntimas da matéria seria tomar o efeito pela causa, porque essas propriedades são elas mesmas um efeito que deve ter uma causa.

Alugns acreditam na formação acidental e imprevista da matéria, ou seja, ao acaso. O que é o acaso? Nada.

A harmonia que regula as atividades do universo revela combinações e objetivos determinados e, por isso mesmo, um poder inteligente. Atribuir a formação primária ao acaso seria um contra-senso, porque o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente não seria mais um acaso.

Julga-se o poder de uma inteligência por suas obras. Como nenhum ser humano pode criar o que a natureza produz, a causa primária é, portanto, uma inteligência superior à humanidade.

Quaisquer que sejam os prodígios realizados pela inteligência humana, essa inteligência tem ela mesma uma causa e, quanto mais grandioso foro que ela realize, maior deve ser a causa primária.

É essa inteligência superior que é a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome que o homem lhe queira dar.

A Artista



Morri e Agora?

A Artista

Uma artista muito conhecida sofre de uma doença incurável em sua cama no quarto de sua mansão. O tratamento era tão doloroso que suplicava ao médico que o interrompesse. O médico insistia que aquilo era o que a medicina podia oferecer e que o tratamento deveria continuar.

Ela percebe que o médico a deixou de visitar. Será que ele teria realmente se convencido que o tratamento deveria ser interrompido?

Vivia em sua mansão com seu mordomo que era na verdade um apaixonado amigo que tudo fazia para agradá-la. Estranhamente o mordomo não falava mais com ela. Entrava e saia do quarto sem dizer nada. Antes de ficar doente a rica mulher havia perdido um filho tragicamente.

Então passou a ouvir uma voz que dizia: “Pense na sua vida e preste atenção nas mudanças que houve!”. Começou a ouvir vozes sem saber de onde vinha. Achava que era seu pensamento. Às vezes ouvia a voz do filho falecido e acreditava que era devido à saudade que sentia.

Começava a se sentir sozinha naquele quarto. Lembrava do tempo de fama, sucesso e com isso dinheiro. Foram maridos, amantes e muitas badalações. Foi em uma relação mais séria que nasceu seu único filho.

Uma o menino retornou mais cedo da escola vindo de carona com os pais de um amigo. Ao invés de tocar a campainha da casa resolveu pular a grade. Caiu e se feriu com uma ponta afiada da grade encravada em seu pescoço morrendo de hemorragia. A mãe então entrou em desespero, em depressão até adoecer.

Um dia o mordomo entrou no quarto e a mulher resolveu conversar com ele. Mas o mordomo não a ouvia. Ela pensa que poderia o ter ofendido.

Então escuta uma voz: “Já viu como é o corpo dele e como é o seu?”.

Ela se assusta com a situação e resolve ligar para o médico ou para o irmão. Se assusta mais ainda ao perceber que não consegue pegar no telefone.

O mordomo pega um retrato da mulher que estava em um móvel do quarto e diz: “Perdoe-me! Não pude impedir que seu irmão, seu herdeiro, vendesse tudo! Amanhã virá o caminhão para retirar os móveis que serão leiloados. Logo novos proprietários estarão aqui.”

A mulher entra em desespero. Como o irmão dela poderia ter vendido tudo se ela ainda se sentia viva?.

A voz novamente diz: “Veja a diferença!”. Ela então olha o mordomo e compara com seu corpo. Percebe que o corpo do mordomo era grosseiro e o dela leve e diferente. Eu irmão entra no quarto e começa a conversar com o mordomo sobre a retirada dos objetos pessoais e dos móveis. Então diz: “Minha irmãzinha morreu! Uma artista como ela, não deveria morrer nunca! Tem pessoas que vieram à Terra para serem eternas.”

A mulher desesperada se pergunta: “Eu morri?”. Não podia ser. Ela se sentia doente e não morta. Estava viva.

Ela então escuta a voz novamente: “Calma! Você nunca pensou nas coisas boas que fez?” A mulher começa a se recordar das coisas boas que fez na vida, da ajuda que deu a pessoas que estavam em sua volta. A voz então pergunta: “O que mais quer neste momento?”. A mulher responde: “Ver meu filho!”.

A mulher sente uma mão pegando na sua. É seu filho. Ele a diz que continuava vivo, que apenas o corpo havia morrido. E que ele estava tentando convencê-la aperceber que também não estava mais viva. Então o filho diz: “Venha comigo, aqui é local de moradia pra quem ainda tem corpo carnal, nós que o deixamos, temos outros locais para viver.”

A mulher foi levada para uma colônia onde ficou internada por muito tempo até se recuperar dos reflexos da doença que ainda estavam em seu espírito.

Com o tempo ela compreendeu que morreu sem perceber. Seu corpo foi enterrado com toda pompa de uma artista conhecida mas ela continuava na casa. A voz que ouvia era do filho que a visitava periodicamente tentando a fazer enxergar a realidade.

No final do capítulo existem alguns esclarecimentos.
Da mesma forma que os vivos comentam a morte de alguém conhecido os espíritos também ficam sabendo do fato. O choro e o sofrimento dos fãs normalmente incomoda os famosos que acabam de morrer. As orações destes fãs criam uma barreira que os protege de espíritos trevosos que tentam incomodar a celebridade falecida. O lugar para onde o famoso vai dependerá dos seus atos em vida da mesma forma que qualquer pessoa comum. Você sempre será atraído para o lugar que mais se adapta com sua personalidade e seu estilo de vida para ficar junto de pessoas semelhantes a você. Vive-se em meio ao bem certamente irá para um lugar do bem. Vive-se em meio ao mal certamente se sentirá mais atraído por locais onde o mal seja praticado.

Morri e Agora? A Enfermeira




A Enfermeira

Sônia estava atrasada para o trabalho. Depois de aprontar seus filhos para a escola chegou no hospital onde trabalhava. Ao atravessar a rua correndo é atropelada por um veículo. Logo os funcionários do hospital a socorreram. Ouvia seus colegas de trabalho dizendo que seu estado era muito grave. Durante o atendimento um dos médicos declara que estava morta.

Sônia entra em desespero, pois se sentia viva. Ouvia tudo que acontecia a sua volta. Suas amigas enfermeiras choravam e lamentavam sua morte. Porem uma voz de alguém que não conseguiu identificar diz que sabe que ela estava viva e que deveria se acalmar.

Ouve a voz dizendo que seria levada para um local mais tranqüilo e que deveria se acalmar. Sônia ainda sem entender nada conclui que seria levada para a U.T.I. Ao mesmo tempo continuava ouvindo choros e lamentações em sua mente.

Dormiu e ao acordar do sono em que se encontrava viu que estava em uma enfermaria, mas que não sabia onde ficava esta enfermaria. Achou estranho o fato de não encontrar os ferimentos que havia no seu corpo depois do atropelamento.

Um médico que nunca viu na vida entra no quarto e questiona se está bem. A esta altura ela acreditava estar saindo de um coma e que estava em outro hospital. Então ela pergunta para o médico:

- Onde estou?
- Você está na outra parte do hospital.
- Que outra parte? – indaga curiosa.
- Na que fica do outro lado – respondeu uma das senhoras que se encontravam no quarto.
- Lado, que lado?
- Do além – diz a senhora baixinho e rapidamente.
- Sônia – falou o senhor médico -, você compreenderá aos poucos.

Sônia fica aborrecida, finge dormir. Quando todos saem do quarto ela escapa. Passa por um corredor e vê uma escada. Logo reconhece o hospital onde trabalhava. Então volta para o quarto achando estranho o fato de nunca ter visto aquela parte do hospital onde trabalhava. Em um segundo momento ela foge do hospital.

Sem saber como ela chega na casa onde morava. Tentava por os objetos no lugar, mas percebeu que não os conseguia mover. Depara-se com seu filho e sua mãe e se surpreende pelo fato deles não a conseguir ver. Ninguém na casa a conseguia ver e ouvir. Sônia acha tudo estranho e acredita que a família estava irritada pelo fato dela ter fugido do hospital.

Isso durou semanas.

Aproveitando que sua mãe iria ao hospital pegar algumas coisas dela, Sônia vai junto. Ao chegar no hospital não encontra mais as escadas por onde havia fugido e perde sua família. Vai até a área de doentes terminais onde trabalhava.

Viu um senhor em estado terminal que já conhecia pelo fato de ser rude e mal educado com os funcionários do hospital que tratavam dele. O senhor tem o estado de saúde agravado e morre na sua frente. Sônia vê dois vultos escuros entrando no quarto. Um deles puxa o senhor da cama com força fazendo com que o senhor se transformasse em duas pessoas. O que ficou na cama estava morto e quieto. O outro parecia desesperado gritando e desaparecendo com o vulto. Pouco tempo depois uma senhora no mesmo local falece orando. Uma luz muito forte a envolve e a divide em duas, uma fica no leito e a outra é levada pela bonita luz.

Sônia assustada com tudo que estava vendo se depara com a mesma mulher que cuidava dela quando estava na enfermaria. Então fica sabendo que na verdade não possui mais seu corpo físico. Mas que continuava viva já que seu espírito não morre. Sônia fica ciente de que estava morta.

Levada novamente para enfermaria fica sabendo que já estava morta a oito meses. Pelo fato de ter dormido muito e ter ficado desorientada perdeu a idéia de tempo. Entendeu como chegou em casa. Foi através da volitação, uma espécie de viagem no espaço/tempo feita pelos espíritos de forma inconsciente ou consciente (quando se estuda para isto). Já o fato de ter conseguido trocar de roupa é explicado pela possibilidade que os espíritos possuem de “plasmar” objetos através de sua força mental.

O senhor que havia morrido e levado pelos vultos negros levou uma vida praticando maldade. Pessoas que sofreram estas maldades e que não o perdoaram o levaram para regiões trevosas com o objetivo de vingar-se dele. Já a senhora foi uma pessoa bondosa fazendo grandes amizades. Estes bons amigos a levaram para regiões melhores onde encontraria outros amigos e parentes para seguir sua vida como espírito.

Existe ainda a situação de morte vivida por Sônia que continuou por muito tempo ligada ao corpo material e por este motivo ouvia as vozes de seus parentes e os reflexos do seu corpo como se ainda estivesse dentro dele. Sônia só foi desligada do corpo 2 horas antes do enterro e precisou passar por um tratamento na enfermaria por todos estes meses. Muitos se recusam a abandonar o corpo e acabam sendo enterrados junto com ele.

Sônia se preocupa pelo fato de seu marido desejar ser cremado no lugar de ser enterrado. Então lhe explicam que nos crematórios existem equipes de espíritos socorristas especializados em realizar o procedimento de desligamento do espírito antes do inicio da cremação. Os bons espíritos são levados para colônias onde irão aprender a viver esta nova vida. Os espíritos imprudentes que não aceitam a morte ou a ajuda ficam a vagar ou retornam para a casa de seus familiares aqui na Terra até que um dia estejam prontos para receber algum tipo de ajuda.

Sônia é transferida para uma colônia no plano espiritual onde aprende a viver e a ser útil nesta nova forma de vida. Tempos depois é convidada a enfermeira socorrista no mesmo hospital que trabalhou quando viva.

E a vida fantasticamente continua.

Morri e Agora? - Arrumando as malas



Morte

Neste capítulo do livro é descrita a passagem de Nelson. Uma pessoa comum, casada, com filhos já casados, que dedicava parte do seu dia para trabalhos assistenciais junto a um centro espírita. Um dia antes de sua morte, como se estivesse pressentido o que ocorreria teve diversos pensamentos sobre tudo que fez de bom e de ruim durante sua vida. Viu que poderia ter ajudado mais, se dedicado mais, poderia ter sido mais paciente. Passou o dia sentindo dores nas costas.

Durante a madrugada em quanto dormia, sente uma forte dor no peito como se algo estivesse explodindo. Nelson acorda sua esposa que se desespera diante da situação. Um infarto tira a vida de Nelson. Como se tivesse passado apenas alguns segundos Nelson acorda em uma espécie de quarto de hospital. Acha estranho o fato de não existirem aparelhos ligados ao seu corpo ou soro. Fica em dúvida se estava em um hospital do plano físico ou do plano espiritual.

Um amigo entra no quarto e esclarece o ocorrido. Mesmo tendo conhecimento sobre como funcionava o outro lado por ser espírita Nelson fica com medo de sua nova situação e se desespera pois acreditava que poderia ter feito mais coisas boas em sua vida terrena. Seu amigo o consola mostrando tudo de bom que havia feito. Não precisamos fazer grandes obras. Precisamos é fazer milhares de pequenas boas ações. Muitas vezes até uma palavra amiga que para você teve pouco valor foi de grande importância para a pessoa que precisava da palavra. Um simples sorriso muitas vezes é um grande ato de caridade e bondade.

Nelson se surpreende ao saber que já se passava 30 dias de sua morte. Pelo fato de ter sido uma boa pessoa e ter cultivado muitos amigos foi desligado do corpo com facilidade e levado para colônia localizada na mesma região espacial da cidade onde vivia.

Raras são as pessoas que podem realizar a viagem entre a vida terrena e a vida espiritual carregando uma mala cheia de boas ações. Na maioria das vezes acumulamos apenas aquilo que não podemos trazer. Acumulamos aquilo que na verdade nunca foi nosso e que precisa ficar na Terra como o dinheiro, casas, terrenos, automóveis, status, títulos, cargos etc.

Muitos são os que retornam sem nada na bagagem. Sem amigos, sem bons exemplos, sem boas ações, sem boas lembranças, sem novos conhecimentos. E muitos são os que retornam endividados.
Temos que preparar nossa mala de partida hoje.

Pare um minuto para refletir.
O que você poderia colocar em sua mala caso hoje fosse o seu último dia na Terra?
Nunca é tarde para começar.
Resumo do Capítulo 2
Livro: Morri e Agora?
Psicografia: Vera Lúcia Marinzek
Espírito: Antônio Carlos

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Hoje eu aprendi


Aprendendo...


Quantos segredos não traz consigo?
Quantas magias aqui não encontram?

Seria imaginação, ou seria abnegação da realidade consciente de um mundo paralelo?

Árvores esplendorosas, com seu frescor movimentando-se ao compasso dos ventos que assobiam num ritmo perfeito.

Vento que em nossos rostos tocam, que arrepia a alma, esse vento puro que esbarra nas construções modernas. Nos faz refletir que o melhor que o universo nos oferece está bem diante dos nossos olhos... O presente suportável, tranqüilo e sem dor. Se isso nos é dado, então temos que apreciá-lo, e cuidarmos bem para não estragá-lo. Ansiando sem medida alegrias imaginárias ou preocupando-nos temerosos com um futuro sempre incerto que, a desperto de nossos inúteis esforços depende totalmente do Destino.

Além disso, haveria de ser insensato preocupar-se sempre sem usufruir ao máximo o presente único e seguro pelo qual não podemos fugir. Afinal o caminho do amanhã é muito distante e pode não chegar até ele.

O presente é seguro e absoluto, a vida inteira não passa de fragmentos maiores que o presente, e como tal, é categoricamente efêmera. A esse respeito poder-se-ia dizer que uma grande parte da sabedoria de vida, baseia-se na “justa” proporção com a qual dedicamos nossa atenção, parte no passado, em parte ao futuro, prejudicando assim o majestoso presente.
Porém, os aparvalhados, vivem o presente, preocupando-se com o futuro, e no futuro lembrar-se-ão de que o passado, não passou de um presente não vivido por escolhas próprias e sim por obrigações do dia a dia, e do querer, de outros. Hoje sendo o futuro imaginado no terreno de ontem, acontecendo mais uma vez no presente. Neste instante, coloco aqui como não serão nostálgicas lembranças para alguns pobres de alma que só fazem julgar-te, trazendo o passado a tona apenas para justificar sua inércia em saber viver o agora.

Imaginemos, eles mais velhos pensando...

“Hoje, é o futuro pelo qual no passado tanto me preocupava, ele foi conquistado por mim. Talvez mais precocemente, como poderei eu pobre ser, consertar o passado ou fazer algo diferente? O que será de meus descendentes?”.
“Deus... o que será de mim, esse homem que se encontra em seu cavo quarto, tento inventar histórias interessantes para aconselhar meus lindos netos, mas não tenho outra coisa em mente que não seja a empresa pela qual me dediquei anos, indo e vindo, sem nem ao menos sentar e tomar o café da manhã com minha família! Só me vem a cabeça as filosofias de minha amarga e ansiosa vida”.

Ele sai de seu quarto com algo que queria mostrar aos seus netos, mas ele voltou e pensou... “Já sei, trabalhei tanto, pegarei meu dinheiro e levarei pra comprar os mais lindos presentes, assim eles ficarão muito felizes, chamou os seus filhos, e deu-lhes dinheiro”.
Esses não tinham tempo para o pobre e velho pai... Tinham a empresa que agora era dirigida por seus filhos e nem atenção eles lhe davam. Quando sentou-se para tomar café, restava apenas ele em sua mesa, e surpreso perguntava onde iriam com tanta pressa, respondiam todos... “Pai, trabalhar, temos que pensar em nosso futuro, temos dinheiro investido, não temos tempo a perder!”. Seus olhos enchem d’água, que teria feito ele com seus próprios filhos que seguem pelo mesmo caminho? Tomado de remorso, lembra de quantas vezes tinha deixado seus filhos com sua falecida esposa para construir o que hoje não está sendo usufruído de forma saudável. Mas que moral tinha ele, para dizer que estava errado? Seus filhos já estavam viciados no “mais”. Então chegam seus netos sobre a mesa e com um olhar angelical trazem alegria para aquela casa. Ele anima-se e deseja colocar em prática seu plano. Na maior das boas intenções ele olha para as crianças e diz: “Meus netinhos, hoje tenho uma surpresa maravilhosa para vocês”. Felizes eles olham para o avô, arregalam os olhos e sentam no chão esperando o a tal surpresa, o avô meio desconcertado, pergunta: “O que vocês gostariam de ganhar nesse dia tão especial?”. Eles olham um para o outro e dizem: Manifesta um sua palavra. “Bom, gostaria que minha mãe ficasse comigo um dia inteirinho brincando comigo!”. Os outros no mesmo embalo falam a mesma coisa. Para sua surpresa ele diz: “Mas..., poderia ser eu?”. “Claro vovô, nós te amamos e gostaríamos de te mostrar então algo mágico que papai do céu nos deu”. Ele franze a testa com um olhar meio desconfiado e curioso pensando o que seria de tão mágico assim, que meu dinheiro não pode comprar? Mas vamos lá! Correndo eles puxam o avô, e saem pela enorme casa, e em um dia lindo e belo vê as crianças correndo em direção a uma plantinha. “Olha vovô, a gente toca nela e nos sentimos como mágicos, elas se fecham para dormir, fazemos isso porque as plantinhas devem se sentir muito sozinhas na hora de dormir e todos os dias a gente vem aqui para botá-las para dormir”. Estupefato e muito emocionado, sente uma dor no peito pela pureza daquelas palavras que nem sem ao menos saber, seus netos faziam pelas plantinhas o que não faziam por eles. Ele sentou-se com as crianças e começou a brincar, disse a elas que nunca tinha reparado naquela plantinha em seu jardim..., ele brincava com seus netos e pensava no brinquedo caro que ele queria dar para seus netinhos, presente que iria comprar na cidade, cidade essa que absorveu setenta por cento de sua vida. Ele pensa mais uma vez, “Seria eu que teria que ensinar a essas crianças? Como eu sou pobre de espírito! Acabei de receber a maior lição de toda a minha vida, que não aprendi nas salas de reunião nem com os maiores líderes do meu governo, nem com meu trabalho árduo. Aprendi no sorriso e na alegria nos olhinhos puros dos meus netos. Nunca me diverti tanto em toda a minha vida. Gargalhadas tomavam conta do meu corpo cansado”.

Hoje sim, não estou preocupado com nada, apenas com a plenitude da simples dormideira e com a pureza das crianças que me fizeram enxergar quanto tempo tinha perdido em minha vida. Que a cada segundo tudo é muito mágico, e que temos que dar oportunidade ao destino, para prestarmos mais atenção em quem amamos, ainda que a nossa intenção seja a melhor, não temos o direito de estragar a vida e tirar os sonhos dos olhos de uma criança. Ainda que essa criança seja grande. Aprendi que plantas mágicas existem e elas falaram comigo, e mudaram minha vida quando me fizeram escutar, e não importa em que ponto eu parei, nem a minha idade nem onde quero chegar, mas onde estou e encontro-me aqui, agora..., nesse lindo e misterioso presente. Esse milagre que se chama vida, nos convida a viver o hoje. Viva e não espere amanhã ou a aprovação de alguém para ser feliz.

Apenas seja!

Autora: Danielle Georg