A parte do corpo masculino que mais me agrada anda meio desprezada. É um canto ao qual só quem ama tem acesso e apenas quem não tem medo de sua própria vulnerabilidade usa. Visível para qualquer um, mas que quase ninguém nota.
Sexo não é a entrega máxima entre duas pessoas - se fosse, prostituição seria amor. Intimidade não são dois corpos nus e cansados depois do sexo, não é compartir dívidas ou nomes na conta-corrente. Tampouco usar a mesma escova de dentes. Não é traçar planos a longo prazo porque eles, a qualquer momento, podem ser levados embora como árvores num vendaval (tão fortes na teoria, tão frágeis na prática); não é saber de cor as respostas do outro, deixar de usar pimentão porque ele não gosta, jamais tocar aquela música que traz más lembranças. Isso é vida a dois, que pode (infelizmente) ser vivida por semidesconhecidos. A maior intimidade que um casal pode conquistar não requer nudez, gemidos ou penumbra. Ela fica disponível, esperando ser requisitada, exatamente no lugar que mais me atrai na solidez corpórea de um homem.
Não me apaixonei muito na vida apesar de as possibilidades de paixão terem sido fartas. Mas foi só depois de terminados o ardor e o desespero que sempre vêm atrelados a esse sentimento difícil que compreendi o porquê de ter me perdido em outra pessoa em tão poucas ocasiões: só eles, esses poucos amores, me deram o que sempre precisei, perceberam que minha maior necessidade não tem vínculo algum com brilhantes elucubrações ou demonstrações de saber. Só eles notaram ser essencial deixar essa pequena área sempre à disposição - quando os momentos difíceis me alcançavam (ou os muito bons), era sempre no resguardo desse canto que eu repousava minha aparente força, chorava de alegria, abandonava os medos.
A maior entrega se faz quando me aninho mansamente no espaço macio entre o pescoço e o peito dele e apenas fico, sem necessidade de palavras. Intimidade é o momento no qual silencio a mente (e o mundo) e repouso a cabeça na parte mais fascinante e suave do corpo masculino: o ombro do homem que amo.
Escrito por Ailin Aleixo.
domingo, 27 de junho de 2010
Meu amor por Abraham

Durante muito tempo acreditei que o que me fazia amar um homem era a inteligência. Ficava enfeitiçada com citações, elucubrações e teses. Mas não era. De nada adianta um perito em física nuclear, se ele não rir das pequenas besteiras que faz, se não souber aproveitar um sábado quente simplesmente não fazendo nada (e curtindo o ócio), se virar um psicopata quando alguém o fecha no trânsito. Então saquei: bom humor era o que mais me atraía.
Sempre achei delicioso estar com alguém que não vê o mundo como uma grande e monstruosa boca cheia de dentes prestes a mastigá-lo, que vive sem arrastar correntes, faz de tudo uma possível piada. Só que nem tudo é uma piada e, em certas horas, tudo o que quero é alguém que me escute e diga algo que me conforte a alma. E, nesses momentos, o pior que pode acontecer é ser levada na piada - existe uma grande diferença entre alegria de viver e recusa a sair da infância. Pois é, não era bom humor o que me fazia amar alguém: era, antes, sensibilidade.
Telefonemas de bom-dia, atenção a informações aparentemente banais mas que dizem muito a meu respeito, não ficar azedo e arredio por causa das minhas pequenas (ou grandes) oscilações de humor - tudo o que eu podia querer. Quase tudo. Tenho personalidade forte e só sobrevive ao meu lado um homem que grite comigo quando eu passar dos limites do bom senso, demonstre desagrado quando eu exigir demais e oferecer de menos. Preciso ser cuidada, mas tenho que sentir que quem está comigo é um homem de verdade e não um principezinho criado pela avó. Quero ser domada, tomada. Mais uma vez minha certeza caiu por terra: nem inteligência, bom humor ou sensibilidade eram o que me fazia amar alguém. Era - isso, sim - virilidade.
Mal abrir a porta da sala e ser consumida por beijos. Ter a roupa arrancada no caminho da cozinha, ser jogada na mesa de jantar sem tempo pra pensar no que está acontecendo, só sentir e saber o tesão incontido daquele homem por mim. Ser desejada com urgência e paixão é um dos maiores elogios que uma mulher pode receber, mas só ser desejada de nada adianta, pelo menos não depois da décima trepada monumental: quando acaba o suadouro, o que resta? Se pouco importa o saldo, o que interessa mesmo é a movimentação, então estamos feitos. Mas, se existe a possibilidade de ser esmagada pelo vazio de sentido após o orgasmo, de nada vale. Pelo menos se não vier acompanhada de carinho. Taí: pensei, então, que carinho era a pedra fundamental pra despertar meu amor.
Mas logo descobri que não era. Carinho é um sentimento abrangente demais: nos invade desde a visão de um cachorro abandonado até a palavra confortadora para alguém que pouco nos importa mas a quem também não queremos mal. Não bastava, era muito pouco. Daí constatei que o essencial para que eu amasse alguém era notar no outro a vontade de ficar, o desejo de estar comigo. Constatei coisas demais e fiquei paralisada diante do ideal que havia criado: absurdo e fictício.
Hoje sei que toda enumeração é uma estupidez e qualquer tipo de formulário emocional, uma passagem sem escalas pra frustração. Claro que gosto de homens cultos, atenciosos, interessantes, divertidos e viris - seria mentira negar. Mas a verdade é que, para que eu ame alguém, basta que eu ame alguém. Porque, quando se precisa justificar o amor, é porque ele não existe. Simples assim.
domingo, 6 de junho de 2010
VAMOS SOLTAR A CRIANÇA DENTRO DE NÓS, E FAZER O QUE O GARFILD MANDA????

Coma somente se tiver fome...
-Durma somente se tiver sono...
-Abrace muito, beije mais ainda e ria, já que a vida é de graça.
-Peça! Sempre haverá alguém que lhe dará o que você está precisando.
-Despeça-se do que já passou.
Quem vive de passado é museu.
-Pare de se preocupar.
-Perdoe-se por suas burrices e fracassos.
-Lembre-se de rezar para agradecer.
Você já recebeu mais do que suficiente para crescer e ser feliz.
-Não perca tempo em discussões inúteis.
Ao invés de brigar, cante uma canção, tome um banho frio, vá dar uma volta de bicicleta no quarteirão, ou assista um bom filme com um recipiente bem grande de pipoca.
-Desista de fazer a cabeça dos outros.
Adote a filosofia do CAVALO NA PARADA DE 7 DE SETEMBRO:
" Andando, cagando, sorrindo, sempre em frente e sendo aplaudido".
-Cuide de si mesmo como se estivesse cuidando do seu melhor amigo.
-Expresse a sua individualidade. Mude algo em si mesmo todos os dias.
-Abra-se com alguém e entre em contato com aquelas pessoas que faz tempo que você não vê.
-Faça alguma coisa que sempre desejou fazer, que pode fazer, mas que tinha vergonha.
-Cometa novos erros.
-Simplifique sua vida.
-Deixe bagunçado.
-Acredite no AMOR.
-Quebre paradigmas, a começar pelos seus próprios.
-Grandes amizades não se perdem em pequenas disputas.
Se se perderem, é porque não eram nem amizades, muito menos grandes...
Em caso de dúvida, fique na sua e siga seu próprio nariz.
-Saiba que muitas vezes a felicidade de quem está do seu lado
depende da SUA felicidade.
- Mas a responsabilidade do que acontece na sua vida é sua, você atraiu mesmo que deliberadamente.
"Enfim, faça o que você quiser sem medo das pessoas ou do que elas vão pensar. Seja você, quando você se preocupa demais com o que as pessoas vão pensar de você, então a vida não é sua, ela é entregue para qualquer um. E é repugnante ver como as pessoas não tratam a vida que lhe foi entregue com respeito e carinho".
SEJA SEMPRE MUITO FELIZ!!!
Falar é completamente fácil ..........

..................quando se têm as palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que
realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias da vida, pela experiência amarga de ter amado muito, e não ter tido valor algum.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros,
ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado e reconhecer sua parcela de culpa.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir para obter o consolo e não ter que acreditar que somos realmente cruéis, que fizemos ou tentamos fazer mal ao outro, por pura insegurança.
Difícil é ser amigo para todas as horas e
dizer sempre a verdade quando for preciso, e com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação, dizer o que é certo e o que é errado e ficar criticando a única forma que a pessoa encontrou de se ajudar.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é você ensinar o caminho para pescar dando-lhe a vara.
Difícil é acordar de manhã e ver sua vara de pescar, furtada, seus peixes mortos e seu lago poluído.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece,
te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?" Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos , beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como
uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois.
Amar e se entregar, dividir, compartilhar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou ri sem vontade.
Fácil é dar um beijo. Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é
e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha
intensidade, que se eterniza, e nenhuma força jamais o resgata.
CARLOS DRUMOND DE ANDRADE
O VALOR DAS PEQUENAS COISAS.

Aprenda a escutar a voz das coisas, dos fatos,
E você verá como tudo fala como tudo se comunica contigo...
Em cada indelicadeza, assassino um pouco aqueles que me amam...
Em cada desatenção, não sou nem educado, nem cristão...
Em cada olhar de desprezo, alguém termina magoado...
Em cada gesto de impaciência,
Dou uma bofetada invisível nos que convivem comigo...
Em cada perdão que eu nego, vai um pedaço do meu egoísmo...
Em cada ressentimento, revelo meu amor-próprio ferido...
Em cada palavra áspera que digo, perco alguns pontos no céu...
Em cada omissão que pratico, rasgo uma folha do evangelho...
Em cada esmola que eu nego, um pobre se afasta mais triste...
Em cada oração que não faço, eu peco...
Em cada juízo maldoso, meu lado mesquinho se revela...
Em cada fofoca que faço, eu peco contra o silêncio...
Em cada pranto que enxugo, eu torno alguém mais feliz...
Em cada ato de fé, eu canto um hino à vida...
Em cada sorriso que espalho, eu planto alguma esperança...
Em cada espinho que finco, machuco algum coração...
Em cada espinho que arranco alguém beijará minha mão...
Em cada rosa que oferto, os anjos dizem: "Amém"...
SER POETA.......

Ser poeta…
Abraçar os seus sonhos
Caminhar através do pensamento
Sem precisar mexer um só músculo
Para chegar onde quer…
Ser poeta…
É sonhar de olhos abertos
É sentir o coração pulsar até por um pingo de chuva
Ou até mesmo pelo seu próprio sofrimento…
Que lhe trará inspiração para escrever uma linda poesia…
Ser poeta…
É ter decepções, chorar, lamentar, sofrer
Ou mesmo rir da sua própria desgraça
E transportar tudo isso para um papel e daí
Transformar em uma obra-prima…
Ser poeta…
É amar, odiar, querer, falar, gritar…
Explodir seus sentimentos em palavras
Que muitas vezes os outros não entendem
Mas para ele são bem claras e objetivas…
Ser poeta…
É amar incondicionalmente
É nunca desistir dos seus sonhos
É, muitas vezes, amar sem ser amado
Sofrer e chorar por amor
E manter acesa a chama da paixão… SEMPRE!
RESPEITE OS MAIS VELHOS
Você já foi criança um dia... Mas os anos se dobraram e fez de você um jovem, quase um adulto...
E agora você me olha com certo desprezo só porque muitos anos Se dobraram para mim e hoje eu sou um velho...
Você observa minhas mãos trêmulas e encarquilhadas e se esquece que foram as primeiras a acariciar as suas, inseguras na infância.
Critica os meus passos lentos, vacilantes, esquecendo-se que foram eles que orientaram seus primeiros passos.
Reclama quando lhe peço para ler uma palavra que meus olhos já não conseguem vislumbrar com precisão, esquecido das várias palavras que eu repeti inúmeras vezes para que você aprendesse a falar.
Fala da lentidão das minhas decisões, esquecendo-se de que suas primeiras decisões foram por elas balizadas.
Diz que eu sou um velho desatualizado, mas eu confesso que pensei muito pouco em mim, para fazer de você um homem de bem.
Reclama da minha saúde debilitada, mas creia muito trabalho foi preciso para garantir a sua.
Ri quando não pronuncio corretamente uma palavra, mas eu lhe afirmo que esqueci de mim mesmo, para que você pudesse cursar uma Universidade.
Diz que não possuo argumentos convincentes em nossos raros diálogos, todavia, muitas foram às vezes que advoguei em seu favor nas situações difíceis em que se envolvia.
Hoje você cresceu...
É um moço robusto e a juventude lhe empolga as horas...
Esqueceu sua infância, seus primeiros passos, suas primeiras palavras, seus primeiros sorrisos...
Mas acredite tudo isso está bem vivo na memória deste velho cansado, em cujo peito ainda pulsa o mesmo coração amoroso de outrora...
É verdade que o tempo passou, mas eu nem me dei conta...
Só notei naquele dia... Naquele dia em que você me chamou de velho pela primeira vez, e eu olhei no espelho...
Lá estava um velho de cabelos brancos, vincos profundos na face e um certo ar de sabedoria que na imagem de ontem não existia.
Por isso eu lhe digo, meu jovem, que o tempo é implacável, e um dia você também contemplará o espelho e perceberá que a imagem nele refletida não é mais a que hoje você admira...
Mas você sentirá que em seu peito o coração ainda pulsa no mesmo compasso...
Que o afeto que você cultivou não se desvaneceu...
Que as emoções vividas ainda podem ser sentidas como nos velhos tempos...
Que as palavras amargas ainda lhe ferem com a mesma intensidade...
E que apesar dos longos invernos suportados, você não ficou frio diante da indiferença dos seres que embalou na infância...
Por isso que eu lhe aconselho, meu filho:
Não ria nem blasfeme do estado em que eu estou eu já fui o que você é, e você será o que eu sou...
Aquele que despreza seus velhos, é como galho que deixa o tronco que o sustenta tombar sem apoio.
A ingratidão para com os que nos sustentaram na infância é semente de amargura lançada no solo, para colheita futura. Assim, façamos aos nossos velhos o que gostaríamos que nos fizessem quando a nossa idade já estiver bastante avançada.
Reflitam!
Sonhos ...............

Quando nossos sonhos se acabam... Fica um vazio imenso...
Uma vontade de parar... De desistir de tudo...
É um período difícil, em que os dias, as horas, e até os segundos são longos...
Não conseguimos progredir... Falta vontade... Falta motivação...
Fechamos-nos para tudo e para todos como se nada importasse...
Nada tivesse algum valor... Vamos nos destruindo pouco a pouco.
Por quê será que muitas coisas em que acreditamos chegam ao fim?
Acreditamos na felicidade eterna e, muitas vezes,
ela não passa de um pequeno tempo.
Tempo suficiente para deixar uma saudade infinita...
Até que um dia...
UM NOVO SONHO começa a dar o ar de sua graça...
Vem chegando de mansinho...tentando abrir os cadeados do nosso coração...
Estamos trancados, com um enorme medo de sofrer de novo...
Mas, mesmo assim, o novo sonho vem chegando...
Trazendo em sua mala, tudo de novo...
E como todo novo sonho, é regado de novidades que fascinam...
Mexendo com emoções adormecidas...
Trazendo de volta, a emoção de viver, amar, recomeçar....
Nesta hora, quando tudo ressurge, podemos avaliar melhor a vida...
temos que transformar cada pequeno instante, em grandes momentos...
Eliminar tudo o que nos entristece e dar luz somente
ao que nos engrandece como verdadeiros seres humanos e filhos de Deus...
E se os sonhos estiverem nas nuvens...
Não se preocupe... eles estão no lugar certo.
Construa os alicerces e SUBA!!!
Não desista de ser feliz!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Prometi que iria postar aqui minha experiência com a Sindrome de Pânico ou (TP) Transtorno de Pânico
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O nome mesmo já diz: transtorno de pânico.
Para quem sofre desse mal é um problema realmente muito grave. Em vários sentidos. Conversando com algumas pessoas os relatos são inúmeros e inúmeras pessoas sofrem demais, ou seja na relação, no trabalho, com amigos, na sociedade em geral e atécom os famíliares e cônjuges. E o quanto podemos nos ajudar. Lembrando que para os homens, às vezes é muito mais fácil se manter na relação quando ele é o acometido do que a mulher, pois a mulher em via de regras, é mais compreensiva, o homem já não é tanto e não consegue entender... Mas aqui vai um pouquinho de como era a minha vida antes e depois com o pânico, e como superei.
As pessoas evitam falar por vergonha, ou por não querer pensar na crise mas na maioria das vezes não tem como não pensar. isso quando apenas se pensa nela, o que é pior ainda.
Não sei exatamente por onde começar, mas, sei que eu posso dar uma pitada de humor (um pouco negro) coisa bem de Brasileiro mesmo, que adora fazer brincadeiras com as próprias desventuras.
Vamos lá..., eu tive a minha primeira crise com 15 anos, meu irmão tinha uma banda que tocava em vários lugares, entre os repertórios e encontros que fazíamos em nossa casa no Cafubá (região oceânica) morávamos na rua de trás do bar conhecido como bar do seu Antônio(rei do bacalhau). Sempre saía com minha turma, para irmos a diversos shows entre eles Claudio Zoli, Renatinho Rocket e Ricardinho e todos nós tinhamos uma banda diferente, e quando juntava todo mundo era uma festa só.
Eu sempre fui muito extrovertida e sempre fazia a festa acontecer. As pessoas me conheciam pelo jeito exótico e autentico de ser, cada hora com uma cor de cabelo diferente, meio “Dar’c”, e sempre com muitas novidades e casa muito cheia, e minha mãe curtia muito. Enfim... Eu tinha um namorado na época que era muito ciumento, e que me desestruturava a cabeça, eu era jovem ele era bem mais velho do que eu, eu não queria traí-lo apenas queria sair, eu tinha uma vida realmente ativa, a música que Sandra de Sá gravou (de Renatinho) foi feita lá em casa numa brincadeira, e isso era o fim para meu namorado, e além de termos muito amigos em comum, ele queria que fosse apenas com ele para os lugares, nunca!!! Jamais!!! Como eu tinha muitos amigos, e eles iam lá me buscar para sair, eu ia e pronto, e ninguém me segurava, e ele ficava possesso, ele nunca foi agressivo mas demonstrava sua insatisfação, não me recordo mas era engraçado, ele era meu vizinho morávamos na mesma rua, sendo ele de um lado eu do outro a minha casa era a segunda da rua, e a dele era na frente umas 5 casas por aí..., olha o problema, e vivia me vigiando, e eu claro, vivia saindo, ridiculamente ele comprou um Binóculo. A questão era simples, ele sempre saiu, mas aí quando me conheceu começou a qurer ficar em casa, e eu detestava isso. Mas ele sempre me perguntava e eu respondia: “Vc saiu?” sim eu saí. Um pouco rindo, eu o respondia. E falava: “Amor para com isso... sabe que eu te amo, e blá blá... essas coisas, vamos brincar ao invés de brigar,. E então ele ficava calmo e brincávamos,e depois eu saia... rs
As vezes ele ficava tocando gaita, e no estúdio que tínhamos no quarto dos meus irmãos passávamos um som de brincadeira, e nossa música como trilha sonora passou a ser. “Meu bem você me dá água na boca” entre os blues de saloon & Cia, a música era mais ou menos assim: “Para você poder cantar um blues, tem que pedir licença ao coração, tem que ter a alma negra e os pés no Brooklyn e muita, muita emoção/ com a garrafa de um bom gim sempre ao meu lado, e o meu cigarro tanto faz, não ri pro meu jeito, é...é, que eu sempre fui assim, e quando no sol começar a chover, não conte com minhas lágrimas eu canto um blues... “E sol volta pra mim.” ele achava que era deboche, mas quando falo a verdade em geral não fico séria, apenas acho engraçado. (risos) e minha mãe tava proibindo o namoro, ele fazia parte de outra banda e as vezes tocava na banda do meu irmão. Muita gente, muita noitada, muita bebida, apenas não me drogava, mas já experimentei maconha. (única droga) minha vida era relativamente saudável, eu jogava tênis, padllo, nadava, ia para a praia todos os dias e estudava no acadêmico no trevo de Itaipu, meu irmão mais novo estudava num colégio que tinha acabado de inaugurar chamado Dom Elder. Não tinha um dia em que eu não fizesse algo, minha vida era agitada demais para uma menina com apenas 15 anos, mas com 3 meninos dentro de casa, em plena praia, nem queria. Antes eu morava no condomínio na Lopes da Cunha... E muitos amigos da Lopes da cunha iam nos visitar. Dormiam lá em casa quando iam para a praia, minhas amigas meu amigos que tenho relações até hoje, graças a deus muitos se casaram, mas mantemos durante um bom tempo a chama acesa da amizade. Até que veio a bomba, minha mãe decidiu ir para o sul. Como assim? Não entendia o que ela queria... estávamos todos namorando, e meu padrasto trabalhava na rede globo, tínhamos uma vida boa cheia de esperanças e alegrias, e já pensávamos o que iríamos fazer. Meus irmãos decidiram ficar, e eu não tinha saída era obrigada a ir embora. Todo mundo ficou muito triste no fundo isso criou um desajuste muito forte em todos nós. Era a separação da família de alguma forma. Numa noite, saiu eu e minhas cunhadas, eu nem tinha bebido muito, acho que muito pouco até por sinal, mas estava sem comer... já estava meio apreensiva e s pessoas me perguntavam, “Dany, o que vc tem? Eu dizia, não sei... um pouco tensa. Até que sofri uma forte emoção em rever meu ex namorado. Ele estava com outra pessoa e aquilo me deu uma sensação estranha, tudo bem eu Tb estava, eu gostava dele, e ele de mim, mas eu tinha resolvido ficar com outra pessoa. E ele apareceu lá com a nova namorada; eu estava de frente minha mesa estava cheia para variar não tinha quem não me conhecesse, pois eu era fama, ali, até mesmo pelas piadas e bom humor meu jeito sempre de chegar chegando. (risos) acho que não mudei nisso. Mas, me deu vontade de rir, eu fico nervosa começo a rir, isso às vezes não é muito bom, a maioria dos nossos amigos em comum estavam comigo na minha mesa, ele não tinha como não ir até a mesa. Estávamos rindo de um amigo nosso, tem sempre aquele que foi feito para ser zuado né. E para piorar ele ainda se zuava mais. (RS) eu estava de frente para a praia de Piratininga, onde tinha o palco, e aconteciam os primeiros shows. Lotado de fãs da banda, e amigos que sempre dão uma força. Ele meu ex foi até a mesa. Deu boa noite, e olhando para um primo meu que ele não conhecia, ele deu um tudo bem, é o namorado da Dany, pronto, tremi... sabia que a galera ia zoar... mas não podia perder a piada, com um sonoro sim, disse Lógico. Já até se enturmou... uns cuspiram o que estavam bebendo, outros caíram na gargalhada e geral começou a zoar, e geral começou a zoar meu primo, e ele que não deixou por menos, disse, me dá um beijinho amor. Pqp, eu queria morrer, que infelicidade a minha ter falado aquilo, mas que infelicidade a dele ter perguntado. Como povo gostava dele, mas gostava mais da gente separado. Faziam de tudo para atrapalhar, uns faziam de tudo para ajudar. Mas o problema era eu e ele mesmo. Mas a gente se gostava e ele sabia que era zoação, e entrou na pilha brincando. Só que um detalhe nisso tudo ele sentou-se na mesa e esqueceu a namorada. E perguntaram você não trazê-la, ele disse ah, sim... eu ñ vou ficar aqui muito tempo, só vim ver a banda. Me chamaram para cantar e a ele para tocar gaita adivinha qual música? Hahahahahahah pois é. “Agua na boca” Rita Lee. Também pudera só um retardado mental para levar a pessoa nova com velhas amizades. Não rola!!! Ruim para ambos. Eu fui cantar a pedido. (RS) tudo era festa, naquela época era um karaokê com banda mesmo, ao vivo. Pois é... conclusão??? Eu fui ele ficou. Mas tirou a gaita do bolso e de onde estava começou a tocar, no refrão a galera ao invés de cantar, “Meu bem você me dá água na boca, substituíram por, meu bem você me dá, ou eu pego a força” ai ai ai. Aí acabou a música, altas horas da madrugada... desci do palco e a menina estava com uma cara que nossa senhora só papai do céu para salvar. E ficou em pé, com a mão na cintura e me chamou para a porrada. Eu olhei para trás, e perguntei, é comigo filha? Ela disse com quem mais? Não sei... qual é o problema? ele que já me conhecia uma pouquinho começou a puxar ela para sentar, e começaram a discutir, eu então fui pegar mais uma cerveja. Senti uma pontada na cabeça forte, muito forte mesmo, embaixo perto da nuca, acho que uma forte tensão, porque não tinha consumado o ato. (RS) eu fui até o banheiro, e distraída sinto um braço me puxando para o canto do quiosque quando percebi já estava beijando, era ele... eu disse, ops, ta louco... to afim de me stressar mais não... Ele disse, eu comecei a tremer com a sensação de estarmos juntos de novo. E ele Tb, era frenética a coisa, e a gente não parava mais, de se beijar, e ele estava com ciúmes e tal, essas coisas básicas... eu queria sair dali, mas o desejo era maior e ele pediu para a gente voltar, eu disse que não dava, ia embora pro sul, como ía ficar a gente? Ele não se conformava, e ficou revoltado e saiu de lá... nisso ele saiu e eu passei por ele, ele puxou pelo meu braço na frente de todo mundo, eu disse, cara está maluco, ele disse: sim estou, por que isso, eu disse isso o que, vamos parar, vai dar merda, e a menina chegou na direção dele, e começou a brigar perguntando o que estava acontecendo, ele disse o que você sabia que iria acontecer... eu disse, olha não me metam não, ela começou a me ofender, e eu ouvindo, não me segurei e sentei-lhe a mão na fuça bem dado e disse que galo não cisca, pra sair fora, e ele a defendeu dizendo pra que isso Dany, eu não me contive, dei na cara dele também e disse para ele que se ele fosse homem não me fizesse perguntas idiotas. Pronto formou, a amiga dela veio se meter, meus amigos idem, e começou a estancar a porradaria, eu gritando ta vendo aí sua P*** tu conseguiu estragar o que tava legal com esse babaca... por isso que eu não fico com ele... e blá blá... a banda parou meu amigo gritou, ihhhh porrada, porrada, aí meu irmão de lá disse é a Dany, é a Dany... ferrouuuuuuuuuu, meu irmão largou a guitarra, microfonia no ar, e cadeira voando. Gente, horrível. Eu chorava de raiva, eu pulava por cima dela, ela em cima de mim geral bêbado, não entendia como aquilo tava acontecendo, eu lembro que eu estava com muita raiva e não desgrudava da mulher de jeito nenhum, e ele saiu todo arranhado, todo rasgado, ela idem, meu irmão tentava me acalmar, e dizia bebe um pouco mais, eu bebia e voltava a falar, descontroladamente. Aí meu amigo me colocou dentro do carro, e eu batia nele já sem forças, toda ralada, e ele calma Dany que isso. – que isso? Eu gritava isso é raiva. Aí cheguei em casa chorando, e minha mãe acordou e disse, bebeu de novo? Eu disse o que a senhora acha, ela meu Deus quero ver quando você vai parar de beber desse jeito. Eu disse, pô, eu bebo, estudo pratico esporte e não me drogo, então não me enche mãe, minha mãe disse, ta ficando maluca? Eu pedi desculpas e fui pro meu carro, e deitei com a minha avó e contei tudo para ela, que era a única que dava força para meus relacionamentos, e valor ao que eu sentia. Nisso, começou a me dar uma tremedeira, e uma sensação de morte, gritei vóooooooooooo, socorro.................. estou morrendo... ela que isso... calma!!!! SAÍ CORRENDO PELA CASA, E GRITANDO, MÃE ME AJUDA SOCORRO, SOCORRO, EU VOU MORRER, ESTOU MORRENDO... OLHA ESTOU GELADA, MEU CORAÇÃO PALPITAVA O QUE ERA AQUILO QUE PAVOR ERA AQUELE, MEU DEUS, O QUE ESTAVA ACONTECENDO COMIGO, SERIA A BEBIDA???? SERIA O CIGARRO??? O QUE SERIA???? Meu padrasto levantou-se e disse: Deve ter usado alguma droga, eu disse, gritando, eu não uso drogas, uma falta de ar, parecia que eu ia desmaiar... a sensação ia e vinha. Então fui para meu quarto com os queixos tremendo comecei a falar vó me ajuda, o que é isso, me ajuda aquilo ia e vinha, minha avó disse, minha filha reza, uma ave Maria e um pai nosso – eu dizia eu não, não quero morrer agora, ela disse vc não vai morrer, estava com alguma. Eu senti a sensação da morte iminente, que coisa horrível, tudo no meu corpo na minha entranha, suor, falta de ar, calafrios, dormência, os pensamentos não conseguem assimilar nada de bom... e eu só queria que a hora passasse para eu ver o dia nascer, não queria a noite ver. Fecha os olhos, e nos momentos em que apenas o pensamento vinha eu pensava apenas no que estava acontecendo, pensei em todas as doenças, e ninguém me levou a nenhum médico, minhas visões eram turvas e esquisitas era como se as coisas estivessem sendo distorcidas. E estavam, em nada eu me concentrava mais, agora eu vivia com medo de mim mesmo, do que vinha de mim, até que eu comecei a ter a sensação de sair do meu corpo, como se eu não existisse, como se nada estivesse aqui, e eu não fizesse parte de nada. A pior sensação foi essa, meu rosto ficava vermelho e a sensação era a mesma – eu estou louca- era medo de ficar maluca doida, e eu falava eu estou ficando.
O tempo passou e eu já sabia que horas eu ia ter aquilo, onde eu poderia ir e onde não poderia. Até que passou um tempo e fomos para o sul, estava muito mal. Mas quando eu passei mal na casa do meu pai uma vez, a ex mulher dele, disse: calma o que você tem é fobia. E disse para meu pai que me levasse ao hospital e fomos, o cara foi grosso comigo e disse, o que ela tem é depressão mande ela procurar um terapeuta um psiquiatra, ferrou. Na minha cabeça psiquiatra, pronto estava diagnosticado eu era louca. Comecei a chorar, viu eu sou doida, doida, porque eu sou doida e você não é pai? Porque só eu? Risos – meu pai disse, o doido não tem consciência que está doido, eu disse como é que você pode saber o que você não sente? Ele disse, eu já fui parar no hospital achando que estava enfartando quando na verdade era apenas “gases” ele me fez rir por alguns instantes, mas a ex do meu pai não morava com ele. E eu estava cada vez mais magra; eu não conseguia comer direito. Ah, tinha parado de beber e fumar, aliás no dia seguinte. Minha mãe nunca tinha visto ou ouvido falar nisso na vida dela, pois lá em casa todo mundo era alto astral, e tudo para ela era bobagem, essas coisas, mas quando ela viu que no dia seguinte eu parei de beber e fumar, ela realmente disse: oh, oh... é acho que ela tem alguma coisa. Mas ela achava que era um medo bobo, uma insegurança, algo assim. E toda vez que um amigo ia lá em casa me chamar para sair eu jogava no cara ou coroa, (RS) inventava desculpa para tudo, por vergonha de dizer que estava com medo de mim, mas como explicar, ninguém tinha aquilo, iam achar que era por causa da briga, ou sei lá por que, eu estava muito diferente, estava triste, não era a mesma Dany. Era uma fase, mas eu não sabia disso. Um dia um amigo disse, Dany hoje vai ter uma festa lá no Contry Club, vamos? Eu disse, poxa migo estou naqueles dias... ele Dany, você foi ao médico? Meu coração disparou, eu rapidamente perguntei, não porque? Estou doente? Estou com cara de doente, será que eu vou morrer, e ele sem entender nada começou a rir, e eu ria mais gelada estava gelada fiquei, e perguntei fala amigo, o que eu tenhoooo, ele só perguntei porque você está nesses DIAS A JÁ TEM 3 MESES. (eu na hora não me liguei) mas continuei perguntando e disse, anda fala logo, você ta vendo alguma coisa que não quer me dizer não é? Essas coisas, então eu tinha medo de tudo que vinha de mim, ñ de fora, e comecei a aprender e sentir cada coisa em mim, me tornei altamente sensível a tudo desde pluma mais sensível até o coisa mais estranha que poderia ocorrer em meu organismo, o meu ouvido estava sensível a tudo, até a minha percepção, eu estava diferente, e acontecimentos esquisitos e inexplicáveis aconteciam comigo, e eu queria entender cada coisa. Não tínhamos acesso a internet naquela época como hoje, nessa proporção, até que no sul uma cidade pequena e aconchegante eu fui aos poucos tentando me acostumar com novas pessoas, com uma nova vida, mas eu agora só queria terminar meus estudos, e estudar, aquilo me fazia bem, distraia minha cabeça. Conheci uma pessoa, e após algum tempo, eu já estava com ele. E me mudei para Curitiba, e tive meus filhos, (bom muita coisa aconteceu, mas a história é muito grande) eu tive então um mal estar e fui parar no hospital, sobrecarregada de pressão pelo trabalho, estudo e filho.... e o médico diagnosticou que eu tinha síndrome de pânico e me deu na época somálium (acho que é esse o nome) caracoles, eu não acreditava naquilo, tinha me acalmado, eu conseguia ser mais relaxada, e tudo parecia maravilhoso, como poderia um simples remedinho acabar com a minha angustia de todos os dias... pronto. Pedi o nome do que eu tinha, claro que antes perguntei tuuuuuuuuuuuuuuuuuuudinho, sobre isso... para ele... ele muito paciente comigo, me explicara cada coisa que eu sentia durante esse tempo todo, ou seja, ele disse coisas que eu não disse a ninguém... como podia, eu perguntei eu sou a única, ele não... todo mundo já teve algum tipo de fobia... e depressão nos tempos atuais principalmente. Muitos tomam lexontan para dormir por causa de algum tipo de transtorno ou distúrbio, nada que não resolva com o tempo. Terapia, evitar stress evitar isso, fazer aquilo, e enfim... não guarde nada em seu peito, fale o que tiver que falar, ou se algo não a fizer bem, seja sempre honesta com você mesmo, ainda que isso te valha a morte. Ops, morte não!!! Rsrsrsrsr então lembrei que a minha sogra tinha síndrome de pânico, e tomava Rivotril. E nisso eu já tinha passado vários episódios, uma vez muito engraçado quando eu lembro disso, minha avó vivia dizendo que quem canta seus males espanta... então eu estava no ônibus e estava vindo do trabalho, e tive uma ansiedade, eu pensei ai meu deusss, começou ainda vou levar 32 minutos para chegar em casa, e esse cara ta conversando o que, eu estou tendo um treco, o que eu faço, e incomodada de um lado pro outro, dei um grito. Com a música “Subo nesse palco minha alma cheira a talco feito bum de bebê...” eu precisava ouvir a minha voz... mas tenho certeza que exagerei, as pessoas olharam para mim com um susto... e eu ria sem graça diminui um pouquinho a voz e perguntei. Será que ele vai demorar muito, ta frio né... fomos embora comigo cantando no mesmo refrão porque eu simplesmente não me lembrava do resto... desci agradecendo ai meu deus cheguei, cheguei... E que alívio. Na minha casa tudo era seguro, dormindo era mais ainda.
Bom... isso é só um pedacinho de nada das histórias de síndrome de pânico. Depois eu falo sobre o auto-controle e as recaídas, e como podemos ajudar o outro
Um grande beijo!!!!
Danielle Georg
terça-feira, 4 de maio de 2010
AMANTES

O Sol já vai nascer
Com todo seu esplendor
Você lentamente está acordando
Passei a noite velando o sono teu
Te olhando e acarinhando
Até a Lua com ciúmes
Atrás das nuvens se escondeu
Na madrugada fria
Para muitos sempre vazia
Nós nos procuramos e nos encontramos
No calor da nossa paixão
Em momentos únicos nos amamos
Momentos que só nós compartilhamos
Como uma gota de orvalho
Que na noite acaricia a flor
Teus beijos e caricias
São a recompensa do meu amor.
Mas tão certo como o amanhecer
É chegada a hora
Não é possível adiar
O dia já clareou
Devemos nos separar
Seguindo nossos próprios destinos
Mesmo não querendo
Temos de aceitar, pois sabemos
Que são tantos os motivos
Que nos impedem de livremente amar.
Até outra hora, outra noite
Em que iremos nos encontrar
Nos amaremos intensamente
Provocando ciúmes na Lua
Até o Sol raiar.
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